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[acerca dos e-Portefólios]
   
 

e-Portefólios para os portugueses



Os e-Portefólios (portefólios digitais), de que tanto se tem ouvido falar nos últimos meses em Portugal, existem há já alguns anos na Europa e na América do Norte. Mais não são do que o registo electrónico do percurso de aprendizagem e das competência adquiridas. Alguns estão ligados a projectos de validação de competências específicas (línguas, TIC), outros são próprios de determinadas instituições (geralmente escolas do ensino superior ou profissionais), outros propõe-se reflectir a aprendizagem de cada cidadão ao longo da vida. Isto para não falar de outros que não têm por objecto a avaliação dos alunos mas sim a dos seus professores e até a das suas escolas (portefólios institucionais).

Uma das razões porque a discussão dos e-Portefólios está na ordem do dia no nosso país, reside no facto de uma das metas para 2010 do programa Ligar Portugal integrado no Plano Tecnológico do Governo ser "a generalização do dossier individual electrónico (portefólio) do estudante que termina a escolaridade obrigatória, onde se registarão todos os seus trabalhos mais relevantes, se comprovarão as práticas relevantes adquiridas nos diferentes domínios (artístico, científico, tecnológico, desportivo e outros) e se demonstrará o uso efectivo das tecnologias de informação e comunicação nas diversas disciplinas escolares".

Detenhamo-nos no modelo de Portefólio oficialmente proposto e analisemos o seu primeiro "caderno de encargos" sintetizado na frase transcrita. Os dados de partida serão, pois, os seguintes:

a) Será um documento individual e electrónico.

b) Circunscrever-se-á à carreira escolar obrigatória do aluno (presentemente até ao 9º ano).

c) Conterá produtos da sua aprendizagem (não todos, mas os mais relevantes).

d) As práticas mais relevantes serão comprovadas.

e) Será demonstrada a utilização efectiva das TIC por parte do aluno.

Desde já se constata que terão de ser tomadas decisões quanto aos produtos a incluir, ao processo de comprovação e validação das práticas e à forma como se demonstrará a utilização das TIC pelo aluno. Mas estas são decisões de somenos quando comparadas com outros de teor mais estrutural - será somente um instrumento de demonstração externa das "provas" de aprendizagem do aluno ou pretende-se que sirva também para a sua auto-avaliação formativa? Qual o papel reservado ao portefólio na interacção professor/pai/colegas/aluno? Qual o papel do aluno na gestão do seu portefólio?

A análise destes dados leva a que a concretização desta meta não se restrinja à simples produção da peça de software adequada a este objectivo. Todo um conjunto de questões de ordem pedagógica, social e organizativa a condicionam e desde já a configuram como sendo de grande complexidade. Contudo esta complexidade constituirá não um impedimento, mas sim um incentivo à sua concretização.

Já em 2007 foi lançado o Plano Tecnológico da Educação. Um dos seus projectos-chave, o Mais-Escola.pt integrado no Eixo Conteúdos, visa, entre outros objectivos, encorajar o desenvolvimento do portefólio digital de alunos.

Por outro lado as orientações da DGIDC para a introdução das TIC nas Áreas Curriculares não Disciplinares do 8º ano são bem explícitas recomendando que estas sejam utilizadas «na construção do portfólio electrónico do aluno, utilizando para isso as tecnologias disponíveis, nomeadamente o moodle, o sítio da escola na internet, o servidor da sala TIC ou outro suporte digital. O portfolio electrónico do aluno deve servir para dar continuidade às aprendizagens na disciplina TIC no 9º ano e acompanhar o aluno ao longo da sua escolaridade».

Este site do Centro de Competência em TIC da ESE de Santarém pretende-se assumir como um local de encontro, discussão, disponibilização de recursos, divulgação de experiências e produtos, desenvolvimento de projectos e investigação sobre os e-Portefólios em Portugal.


 
e-Portefólio - Centro de Competência em TIC da ESE de Santarém